Sai do carro de Jack entrando em casa, não havia ninguém mas a secretaria eletrônica do telefone piscava:
- Srta. Cherry por favor venha com urgência ao escritório do Sr Pablo, ele precisa de uma nova secretaria para o turno da noite. Te esperamos hoje as 19.
Olhei o relógio era 18:00 corri para o quarto vestindo um corpete vermelho com cinta liga preta e vermelha, meia calça 7/8 preta, uma saia de cintura na altura do joelho com uma fenda ate a coxa. Uma blusa branca básica e desci deixando um bilhete para Salt pois Pepper fora obrigada a ir ao enterro do traste do pai dela.
“ Salt cuide bem da casa... nada de mortes na minha ausência... Bjs”
Sai entrando no meu carro.
Alguns minutos mais tarde parei em frente o que parecia ser um prédio
Me apresentei ao porteiro que me encarou de cima a baixo babando
- Qual o andar?
Olhei a placa atrás dele mas não lembrava.
- Olha eu não lembro, em qual andar fica o escritório do Dr.Pablo?
- Ah sim pega o elevador privativo ali no canto. Se eu subisse com você...
A segunda parte não era para eu ter ouvido mas ouvi.
Cruzei os braços encarando o sujeito:
- Você faria o que?
Ele engoliu em seco pedindo desculpa e eu sai dali antes que matasse o coitado.
Esperei o elevador
Esse não era igual o do resto do prédio
Era um tom quase preto com carpete vermelho. Amei o estilo.
Ele parou no 20º andar sai encarando uma grande porta onde se via escrito:
Escritório de Advocacia. Dr. Pablo
Bati na porta e um moço alto de olhos verdes e cabelo grande me atendeu
- Cherry?
Fiz que sim com a cabeça. Ele se afastou da passagem para que eu pudesse entrar
- Muito prazer. Sou o Dr. Pablo, sinto que Silvia a ligou mais cedo falando que o turno da noite estava vago.
- Sim. Ela me explicou que a vaga era para agora.
- Que bom, eu tenho um certo problema com o sol então eu matenho o escritório aberto durante a noite, de dia o pessoal deixa os papeis e eu os reviso a noite. Esta disposta a passar as noites aqui comigo?
Sorri imaginando como seriam revisados os papeis e sacudi a cabeça tentado ficar seria enquanto cruzava as pernas:
- Claro minhas noites são tediosas demais.
- Que ótimo, se quiser começar hoje... O emprego é de 19:00 as 06:00, as vezes posso te chamar mais cedo...
Ele disse aproximando a mão da minha coxa. Prendi a respiração
Eu não havia pensado ainda em como ele me atraia.
Ele levantou e disse:
- Me siga.
Ele apontou uma mesa de frente para a porta da sala dele.
- Sua mesa. Minha sala, qualquer coisa telefone.
E entrou para a sala. Coloquei a bolsa em cima da mesa e me sentei olhando a primeira pilhas de papel...
Seria trabalho demais, concentração de menos...
Enquanto isso em casa... (Narração By: Salt)
Entrei fazendo barulho esperando por Cherry mas nada!
Li seu bilhete e sorri.
Então, coloquei uma cadeira no centro da sala, em cima do tapete preto com detalhes vermelhos.
Deixei tudo preparado, não sabia ao certo pra que, mas logo saberia...
A campainha tocou, e fui abrir a porta.
Quem estava tocando a campainha era uma garota, inimiga minha...
Abri a porta, fingindo muito bem um sorriso gentil.
Mas a garota, não se lembrava de mim,
Pensava que eu fosse simplesmente uma fotógrafa,
Pelo que ela leu na lista telefônica...
- Olá , vamos tirar as fotos aqui mesmo?
Disse a Bárbara, apontando pra casa, com aquele ar de superioridade e arrogância que me dava nojo
Só de olhar pra cara dela e relembrar tudo o que ela fez no passado o sangue fervia.
- Sim, algum problema ?
Eu disse, com a voz mais imponente olhando ela já furiosa,
Ela percebeu e foi logo se afastando, como se sentisse o que estava prestes á acontecer.
- Olha, pode se sentar aqui
Apontei pra aquela cadeira que havia deixado preparada no centro da sala.
- Tá bom.
Disse ela, olhando como se a cadeira fosse lixo.
Fui até a cozinha, abri uma gaveta, pegando meu bisturi de estimação, que era de prata, uma relíquia talvez...
Voltei para a sala, o coloquei na mesinha sem ela ver.
- Cheguei por trás da cadeira, com uma corrente grossa de ferro
Ataquei-a de surpresa, passando a corrente no pescoço dela, sufocando-a
- O que é isso, sua loca?!
Ela falou isso como num grito sufocado, tentando puxar a corrente pro lado oposto
- Lembra de mim, ein? Lembra agora das humilhações, das risadas, dos micos que você me fazia pagar, ein? Sua nojenta!
Apertei mais a corrente, ela pigarreava e tentava gritar,
Enquanto eu dizia aquelas coisas no ouvido dela, mas em seguida soltei.
Amarrei as mãos dela pra trás da cadeira, tão forte que elas ficaram roxas.
- O... o que você ta f-fazendo sua maluca?!
Dizia ela, sem ao menos lembrar de meu nome.
Agora eu estava á frente dela, com o pé apoiado na perna fina dela, olhando-a sombriamente:
- O que eu vou fazer, você verá logo, logo...
Peguei o taco de baseball, e me apoiei nele, olhando pra ela, que me olhava com imenso pavor, mas não conseguia gritar ou ao menos falar, de tanto medo.
- Se lembra do meu nome? Fala sua vadia magrela, lembra?!
Já estava possessa de tanto ódio,
Nem esperei ela falar nada mesmo que lembrasse.
Tomei distância do taco e soltei ele no joelho dela.
Ela deu um grito abafado e estridente, porque o osso frágil se rompeu, pra fora.
- Essa é a primeira pista, lembra agora?
- S..Salt?!
Dei um sorriso sarcástico de canto, olhando ela.
- Sim, pelo menos uma vez na vida você acertou, não é sua ridícula, nojenta. Você me dá nojo.
Cuspi na cara dela, acertando o taco na outra perna
E em seguida mais uma bem forte no rosto dela.
Quebrou o nariz que sangrava, fiquei olhando ela friamente.
- Olha! Seu nariz ficou um pouco mais torto, deixa eu ver se consigo desentortar..
Fui até ela, me agachando. Coloquei a mão no seu nariz, torcendo ele pro lado, quebrando-o de vez.
Ela gritou mais alto dessa vez ao ouvir o ‘crec’ que fez quando quebrou.
Abafei o grito.
Em seguida, desamarrei-a
Fazendo com que ela ficasse de pe, gemendo de dor
Ela não conseguia e se apoiou a mesa me olhando assustada
- Anda, some da minha frente, agora!
Ela me olhou espantada, mal conseguia andar.
- C..como?! Eu m..mal consigo andar, por favor, n..não...
- Cala a boca, e sai logo daqui! Você tem sorte de estar viva. Muita sorte mesmo.
- Não dá!! Não consigo andar!
Disse ela aos prantos, o rosto estava misto de sangue e lágrimas.
- Você tem razão, ainda falta uma coisa...
Peguei o bisturi, encostei ela de frente na parede, rasquei a blusa e comecei a escrever com o bisturi em suas costas:
SALT NÃO SE ESQUECERA DE VOCE, NUNCA SE ESQUEÇA DELA.
Saí empurrando ela até a porta, com a roupa rasgada, empurrei mais e ela caiu no meio da rua, toda lascada e pior, humilhada.
- Mande um abraço pra sua prima.
sorri sarcásticamente, batendo a porta e retornando pra cozinha, indo lavar as minhas mãos e beber algum whysky depois...
(fim da Satl por hoje xD)
Eram 05:30 quando o telefone tocou me assutando.
- Sim Dr.Pablo.
- Traga pra mim os arquivos dos casos de hoje. O advogado da família vai se virar com ele.
Levantei com uma pasta indo ate o escritório dele.
O óculos em meu rosto era algo estranho pra quem me conhecia.
Sorri entrando na sala.
Mas não percebi um pedaço do tapete se soltando próximo a mesa,
Tropecei de modo que cai deitada sobre a mesa com meu rosto a centímetros do dele.
Senti sua respiração embaçando meu óculos.
- Perdoe-me, sou meio estabanada.
Ele sorriu levantando para me ajudar me pegando pelos cutuvelos
Me colocou de frente para ele ajeitando meu cabelo.
Se eu tivesse uma alma meu rosto estaria vermelho.
- A Srta esta bem?
Fiz que sim com a cabeça me abaixando para recolher as folhas
A posição não era a melhor
Mas eu tive que me ajoelhar no chão...
Ouvi um gemido baixo escapar
E o encarei sorrindo maliciosamente.
Levantei ajeitando minha blusa e a saia que havia subido revelando minha cinta
- Bom amanha a gente se vê então. Bom dia Dr.Pablo.
Sai da sala sorrindo vitoriosa
Peguei minha bolsa e desci indo para o meu carro.
O sol começava a nascer quando o telefone tocou.
Eu estava com o fone e o atendi:
- Sim?
- Srta. Cherry, hoje as 17 no meu escritório. Bom dia.
A voz dele parecia estranha, meio arfante, meio... Excitada.
Gargalhei estacionando o carro entrando em casa.
O dia seria muito produtivo.
Pensei comigo mesma tomando um banho antes de ir dormir. Passei pela sala e vi a mesa e sangue:
- SALT...
Ela entrou sorrindo.
- Desculpe mas era vingança...
Sorri sacudindo a cabeça dando-lhe um abraço antes de ir para a cama.
Eu tinha muito o que sonhar esse dia.

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